Minha história com a Euzaria – Por Bruna Lins

Publicado em

2017-07-05-PHOTO-00000015

Há um ano, eu comecei a paquerar umas postagens no Instagram. Comecei a seguir a marca e então eu vi a camisa em prol do teto, projeto que flerto há tempos. Parecia um sinal, eu precisava contribuir. 

Entrei no site, acabei escolhendo tbm uma camisa pra o meu sobrinho, no site o estoque tava zerado. 

Entrei no facebook, mandei msg, de pronto, alguém respondeu, atualizei, pode marcar. 

Finalizei a compra, agradeci a esse alguém que muito gentilmente me respondeu: ó corremos e postamos hoje viu?!

Então, começa a saga. Encomenda que não chega. Saga correios que mandou pra o rio, saga correios que manda de volta pra recife, pra depois de uns 20 dias chegar. Saga de uma comunicação linda, de uma prestação de conta linda, de mensagens trocadas. 

Em paralelo, sigo minha vida tentando achar um propósito. Meio inquieta, procuro alguma coisa que faça sentido. 

Eis que chega a Encomeda, ainda perfumada, tudo exatamente lindo, com um cuidado. Desses amores que resistem as sagas. 

Corri, pra então falar com o perfil. 

Chegou!!! E aí, se fala e agradece o carinho e cuidado e que certamente a euzaria tinha conquistado meu coração.  

Mas uma compra e mais troca de mensagens. Eu ganhei um bônus por causa dos correios. Só que acabei comprando sem o vale de desconto. 

Então o Zé falou: vou mandar o dinheiro dentro da caixa. 

Eu falei: não!! Pelo amor deus. Use aí pra comprar água para as ações.

Pronto.

Encomenda chega e pá! Uma caneca, que por alguma razão, tem a mesma frase da minha tatuagem. 

Sinal?

É, também achei que seria. 

Um convite pra ser euzaria em Recife, uma vontade de sair de Recife. Salvador, Bahia, euzaria. 

Foi assim que fui parar na Bahia, vendo Salvador de um jeito muito especial que só essas pessoas podem mostrar. De cara quando cheguei eu já fui parar em um Jantar de Rua e meu coração ficou tãããão preenchido, que toda a saga dos correios fez sentido. 

É algo tão mágico que acontece, é uma troca que dinheiro nenhum quantifica. 

E os abraços, são reais. O acolhimento e pertencimento também. É uma família mesmo. 

Volto pra Recife. Procuro me preencher, encontro uma ONG. Passo a dar aula de arte, entro na faculdade de pedagogia.

O propósito te desperta, te transforma e te deixa inquieto para mudar. 

Foi uma saga, o amor é uma saga e vale a pena sempre.  

  • Artigo escrito por Bruna Lins, cliente/agente/amadora/coração puro, moradora da cidade de Recife-PE.

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