Lugar de mulher é onde ela quiser

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Diante de uma trajetória de busca por igualdade política e econômica, marcada por manifestos, luta, “Pão e Paz”, 8 de março ficou para a história como o Dia da Mulher. Mulher que levanta a voz pelos seus direitos porque sabe: seu lugar é onde quiser, e a qualquer custo, é pra lá que vai, com a cara, o orgulho e a coragem de ser quem é.

euzaria feminismo capa facebook

Foi com base nessas mulheres que lutam, que com muito respeito, orgulho e carinho, lançamos o vestido com a estampa lugar de mulher é onde ela quiser, e inspirada por essa mensagem de empoderamento, perguntei para algumas maravilhosas:

Onde você quer estar? Sinta o que elas responderam:

clarice

vanessa

isabela

paula

cleciane

renata

nanda

Paulett

gabi cruz

E você?

Por que feminismo

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Fe-mi-nis-mo. Enquanto essa palavra soa como mantra para mulheres que chegam a dar, literalmente, a cara à tapa pelo movimento, para outr@s é sinônimo de radicalismo, ou defendem que não são nem machistas, nem feministas, e sim, humanistas! Um equívoco bastante comum, e a gente explica por que.

Cada cabeça é um mundo, e a forma de falar sobre um assunto ou agir diante dele, muda de pessoa para pessoa, e nesse caso, sobra para o feminismo um conceito deturpado sobre a sua essência. Vamos então começar esclarecendo que, ser feminista não anula a feminilidade, e muito menos é o contrário de machismo e defende uma posição privilegiada da mulher sobre os homens. Isso seria femismo.

O feminismo, nada mais é que luta da mulher pela igualdade social, política e econômica entre os gêneros, e precisa existir! Porque o machismo existe, mata, estupra, aprisiona e humilha. Não é exagero e dados apontam: segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Aplicada), todo ano cerca de 469 mil mulheres e meninas são estupradas, e atos graves como esse tem raiz onde também brotam atos considerados banais como cantadas “inofensivas”.

feminismo

E resumir esse cenário ao argumento do humanismo, é anular a possibilidade de tornar real a própria ideologia, porque partimos de um ponto que ainda não chegamos – a igualdade -, sem passar por uma etapa essencial nesse processo: discutir as diferenças, os direitos negados, o desrespeito, as estatísticas. É preciso dar espaço ao tema para semear a reflexão, promover a expansão da consciência, e então, gerar a transformação da cultura.

O feminismo existe como ferramenta de empoderamento, para levantar a voz das mulheres, e com sororidade, ajudar outras a perceberem o seu valor dentro da sua condição e sociedade. Existe, para que possam compartilhar experiências; falar sobre o feminicidio (crime de ódio cometido contra a mulher); sobre a diferença de salário entre homens e mulheres com mesmo grau de instrução numa mesma função, e outras questões que se apresentam de diversas formas no dia a dia, inclusive veladas em pequenos gestos, discursos e até piadas.

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Então, se você se identifica como mulher e preza pela liberdade de tomar suas próprias decisões, pessoais ou de caráter político (como votar, por exemplo, conquistado há cerca de 80 anos, apenas); por sair sozinha à noite; trabalhar na área que quiser, seja dona de casa ou policial; seguindo sua vida como bem entender, seja bem vinda: você é feminista.

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E isso não te leva necessariamente a militar na causa. Ter consciência da importância de reconhecer o movimento e se posicionar, já é um passo adiante.

P.S.: Se você é homem e chegou ao fim deste post porque apoia os pilares do movimento, pode se considerar um pró-feminista! E perguntar pra uma amiga como colaborar com essa luta também.

Playlist: mulher bonita é mulher que luta

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Este mês nossas redes sociais mudaram de cor e de capa como apoio à campanha Outubro Rosa, e inspirados pela estampa do quadro “mulher bonita é mulher que luta”, criamos uma playlist especial no Spotify em homenagem à toda mulher que carrega essa mensagem no peito, com orgulho de ser sexo forte, e pra toda causa e efeito, reconhece seu valor e defende o seu direito de ir e vir, pra onde e de onde quiser, como quiser. E ser assim, mulher bonita; mulher que luta!

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Foram 30 músicas escolhidas com carinho e consciência, entre nacionais e internacionais, de Rita Lee e Daniela Mercury à Madonna. Vamos ouvir juntas? Clique no link http://spoti.fi/2dNr4yu para curtir o som!

E por falar em mulher, música e força, aproveita também para conhecer e acompanhar o Projeto Meninas do Brasil no Youtube (@meninasdobrasilmusic), que recomeçou ontem e apresenta o talento de mulheres compositoras brasileiras que através da MPB e #MdB traduzem o empoderamento feminino em cifras, rimas e refrões, como os de Luiza Sales no primeiro vídeo da temporada 2016 com a música “Angela”.